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AJUSTES NO MINISTÉRIO - REFLEXÃO

A sociedade é dinâmica. Vem passando por transformações rápidas e profundas no comportamento individual e coletivo. Experiências científicas e tecnológicas assustam e ao mesmo tempo nos desafiam a ir em busca de idéias, recursos, instrumentos, etc. que possam suprir as carências humanas neste avançar dos tempos. As instituições são abaladas e empurradas a acompanhar este processo evolutivo transformador. A Igreja é uma instituição social e como as demais ela está envolvida neste processo. Estamos ameaçados de perder nossas ovelhas, nossos rebanhos, nossos líderes, nossas igrejas porque não acompanhamos o ritmo, não aceleramos, não inovamos, o novo nos assusta, mudar é sempre uma operação traumatizante.

A Igreja precisa de projetos contextualizados sem perder o foco, sem perder a ética, sem perder as marcas e os marcos que sempre identificaram o povo de Deus. Não podemos parar de ensinar a Palavra de Deus ao povo. O livro dos livros já não é tão lido quanto no passado, o analfabetismo bíblico é uma realidade entre os ministros da Palavra e os leigos. A escola dominical perdeu seu vigor, seu currículo fugiu da proposta inicial dos seus fundadores, já não aborda os temas formativos, invocando os heróis da fé, o caráter cristão, a vida espiritual ilibada, o compromisso com Senhor da igreja.

Vivemos a era da informação. Percebemos que os crianças adolescentes e jovens estão adiante de nós, porque manejam bem os equipamentos que oferecem estas informações. Quanto a estas informações, são muitas, de uma variedade descontrolada, em links, sites, programas, blogs, orkut janelas, offices etc. Não esquecer que todas estas informações, são: controvertidas, castradoras, perniciosas, avançadas, globalizantes, benéficas, maléficas, úteis, inúteis etc.

O ministro está diante de desafios como; Atender pessoas na relação MUNDOXHOMEM - encontrar caminhos para atender o homem total levá-lo a pensar criticamente e agir eficazmente. Estamos diante de novos paradigmas. Vamos prestar contas a Deus do rebanho, e daí?

Nossa visão tem que ser elástica, (erguer os olhos) sem visão o povo perece. Visão holística do mundo e do homem - É preciso investir nas pessoas. Ousar em nossos projetos mas lembrando: "Não vos conformeis com o mundo mas transformai-vos pela renovação da vossa mente para que experimenteis .... O "Status Quo" precisa de uma imprescindível melhoria.

Uma melhoria continua, agressiva, progressiva em conformidade com John Dewey, aquele ilustre educados da Columbia. Temos que partir para o ápice da qualidade, da excelência em nossos ministérios.

É preciso mudar e para mudar é preciso estar insatisfeito com nossa performance, é preciso ter no bolso do colete uma alternativa, uma idéia, um plano, um modelo, um projeto, uma visão.

Recomendo-vos a leitura do sociólogo Alvin Tofler, porque ele é um visionário das transformações sociais dos últimos tempos.


E para terminar minha reflexão, permitam que eu use as frases mágicas de 2 ilustres americanos;

Pastor Martin Luther King - "Eu tenho um sonho"

Presidente Barac Obama - "Nós podemos"


Pr. João Martins Ferreira

Sumário de palestra debate com /

pastores da Sub-Seção Leste nov/08



 


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O Perdão


O perdão é um assunto difícil para todos os mortais. Nós, pastores, somos os que, em termos de números, somos mais desafiados nesse sentido. O perdão está presente em todo o Velho Testamento, e também em o Novo Testamento. Em se tratando do perdão divino, é fácil, devido aos muitos exemplos. Podemos começar pelo assassino Caim. Recebeu castigo bem menor do que merecia. Houve, no caso, uma boa dose do perdão divino. Temos os exemplos de Davi, e, diríamos, em todo o Velho Testamento não há um sequer que não precisou de perdão.

O perdão é um assunto difícil para todos os mortais. Nós, pastores, somos os que, em termos de números, somos mais desafiados nesse sentido. O perdão está presente em todo o Velho Testamento, e também em o Novo Testamento. Em se tratando do perdão divino, é fácil, devido aos muitos exemplos. Podemos começar pelo assassino Caim. Recebeu castigo bem menor do que merecia. Houve, no caso, uma boa dose do perdão divino. Temos os exemplos de Davi, e, diríamos, em todo o Velho Testamento não há um sequer que não precisou de perdão.

O perdão é um assunto difícil para todos os mortais. Nós, pastores, somos os que, em termos de números, somos mais desafiados nesse sentido. O perdão está presente em todo o Velho Testamento, e também em o Novo Testamento. Em se tratando do perdão divino, é fácil, devido aos muitos exemplos. Podemos começar pelo assassino Caim. Recebeu castigo bem menor do que merecia. Houve, no caso, uma boa dose do perdão divino. Temos os exemplos de Davi, e, diríamos, em todo o Velho Testamento não há um sequer que não precisou de perdão.

Em o Novo Testamento temos a resposta de Jesus a Pedro. Setenta vezes sete é o número de perdões concedidos, e isso só para um ofensor. Já imaginaram quantas vezes precisamos perdoar, ao imaginarmos o número de pessoas com quem nos relacionamos? No dizer de Jesus, nós humanos, devemos viver concedendo perdão ininterruptamente.

Quantas vezes ouvi pastores falando de perdão. De certa feita vi um pastor derramando grossas lágrimas em virtude da mágoa que estava sentindo por acusações injustas. Doutra feita, ouvi um pastor relatando quantas vezes tinha perdoado pessoas. Se conservava na memória o perdão, é porque conservava ainda a ofensa.

No VT temos no caso de José uma preciosa verdade a respeito do perdão. Encontra-se em Gênesis 50:17. Ao morrer Jacó, os irmãos de José enviam-lhe uma comissão, e mostram-lhe que continuam os mesmos. Mentem e ainda usam de chantagem. José chorou ao ouvir isso. Depois, eles mesmos lhe falam a mesma coisa. Na resposta de José uma dura verdade. Nós, humanos, crentes ou não crentes, pensamos que no tocante ao perdão temos duas alternativas: ou perdoar ou não perdoar. Tolice! Temos só uma alternativa. E a alternativa é ...perdoar, perdoar, perdoar! Jamais temos a alternativa de não perdoar. Duas alternativas ...só Deus tem. Ele é o único que jamais necessitará de perdão, logo, é o único que tem a escolher perdoar ou não perdoar. Deus jamais errará, logo, jamais precisará ser perdoado. Nós humanos, sempre precisaremos de perdão, logo, julgar que pode escolher não perdoar é julgar-se igual a Deus. Isso é blasfêmia. É repetir o pecado de Adão. É ouvir a voz da serpente a nos soprar no ouvido: “Sereis como Deus”. Em Gênesis 50:19 José afirma perguntando: "Porventura sou eu Deus para não perdoar?”

A oração do Pai Nosso é outro ensino precioso a respeito do perdão. Jesus nos ensina a dizer "perdoa as nossas dívidas assim como perdoamos aos nossos devedores". Que significa isso? Significa que Deus condiciona a dar-nos o perdão somente se perdoarmos? Não. É muito mais profundo do que isso. Significa que só o perdoado perdoa. Aquele que conhece Deus como perdoador através de Cristo, e que se purifica através do sangue de Cristo, como vive pela fé no perdão de Deus, sempre que é ofendido automaticamente perdoa, assim como é sempre perdoado por Deus quando peca.

Nós, em nosso raciocínio lógico, julgamos perigoso perdoar. Ledo engano. Perigoso é não perdoar. Vamos a uma história verdadeira. Certo pastor, tinha em sua igreja uma irmã bem posicionada na vida. Dinheiro, influência e crítica voraz. O pastor passava duros apertos quando, por questão qualquer, a desagradava. Cansado de injustas acusações, o pastor orou pedindo que Deus lhe fizesse justiça. Tempos depois a crítica voraz mudou-se. O pastor respirou aliviado. Anos depois, um colega, de igreja bem distante, lhe convidou para proferir conferência em sua igreja. No sábado foram à feira. Uma senhora bem humilde vendia café aos feirantes. Algo familiar naquela mulher despertou a curiosidade do pastor visitante. No caminho o pastor contou a história da vendedora de café. Sua família fora abastada, mas vários acidentes lançaram a família na penúria. E sabem quem era aquela senhora? Era a antiga molestadora do conferencista. Naquela noite ele não dormiu. Só depois que derramou seu coração pecaminoso diante de Deus obteve paz para dormir. Na noite seguinte pregou o maior sermão da sua vida, e deixou a igreja local profundamente quebrantada. Ele houvera descoberto quão perigoso é não perdoar.

Ao despedir-se do mundo dos viventes Jesus fez uma oração que, bom seria, ficasse guardada em nossos corações e ouvidos. Ele orou: "Pai , perdoa-lhes porque não sabem o que fazem". Ao fazer isso Ele quis deixar-nos um modo de viver. Ao invés de vivermos como o nosso velho pai Adão, vivermos como Cristo, ou seja, sempre perdoando. Vamos começar?

Pr Manoel de Jesus Thé
IB Ebenézer - Mooca - Capital

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Presentes de Deus recebidos no Iraque

 

Estou a doze dias no Oriente Médio e a oito dias dentro do Iraque em viagem missionária. Sinto que Deus me trouxe aqui para me presentear. São presentes não contabilizados, daqueles que você não espera e, quando é dado por Deus, são os melhores.

Nosso Deus é tão maravilhoso que supriu cada necessidade aqui. Já vimos acontecer de tudo aqui: pessoas se convertendo; batizamos 27 novos crentes; treinamento de liderança e refrigério espiritual de 600 líderes de todo o Iraque; reuniòes com nossos autóctones Iraquianos, Kurdos e Caldeus . Este ponto é muito interessante. A duas décadas passadas, pensávamos mais em avanço geográfico. A tão famosa " janela 10-40". Ela ainda nos motiva. Esta grande área territorial precisa da nossa presença missionária. Porém, temos que pensar e atuar nas "Janelas Étnicas". Quando entramos em um país, territorialmente, não significa que estamos alcançando já a nação constituída dentro daquele espaço geográfico. Existem nações com dezenas de etnias, cada uma com sua língua ou dialeto, sua história, seus costumes, religião, cultura ou micro-cultura. No Iraque encontramos, pelo menos, oito etnias diferentes. Nossa surpresa foi encontrar Caldeus, vivendo a sua micro-cultura, em pleno terceiro milênio. Mais surpresa ainda, foi encontrar missionários autóctones caldeus, sustentados por nós Batistas Brasileiros.

Presenciamos o agir de Deus na vida de uma mulher que não andava a 15 anos foi curada, nós pastores brasileiros junto com os pastores e obreiros Ida terra, oramos por ela, pedindo que Deus a levantasse daquela cadeira. Ao término de várias orações ela segurou na minha mão e do Pr Khalil e foi fazendo força para levantar, enquanto suplicava com lágrimas : " Jesus me ajuda, Jesus me ajuda, Jesus me ajuda... Ela andou pelo salão de cultos e no dia dos batismos foi batizada.

Recebemos vários livramentos nas fronteiras e barreiras militares, que são abundantes (No trajeto do aeroporto até o local da conferência passamos por 8 barreiras militares em 1 hora de viagem, na maioria das vezes a camisa do Brasil era o nosso passaporte); jogamos futebol; doamos uniformes esportivos; joguei basquete no Colégio Batista de Aman - Jordânia e demos os primeiros passos para um intercâmbio missionário-esportivo-pedagógico com o nosso Colégio Batista Brasileiro em São Paulo, pastoreamos nossos missionários efetivos em 3 países e conhecemos os seus projetos de trabalho.

Isso é só um breve resumo. As letras não são suficientes para traduzir o que Deus está fazendo com as nações nesta região e nestes dias em nossos corações. Prometo escrevar mais depois sobre cada evento impactante em nossa viagem. Escrevo na madrugada do dia 25/09/07. Este dia é especial para mim por ser meu aniversário.

Tenho recebido tantos presentes do nosso Deus neste tempo. Os mais preciosos chegam quando presencio Deus agindo numa vida que confessa a Jesus como Salvador e Senhor; numa lágrima que conseguimos enxugar de alguém que sofre as circunstâncias de um país em guerra; a alegria de um batizando ao sair da piscina, alegre por obedecer a Jesus e dar testemunho de sua fé; o conforto e o re-ânimo de um missionário efetivo que nos recebe com alegria, fala dos seus sonhos, pede nossa opinião ao seu projeto, desejoso de lançar mais luz e criatividade naquilo que ele já tem investido suas forças e energias e por fim abre o coração até as lágrimas, buscando em nós um amigo, um pastor, um mentor, um pai, uma mãe, um irmão, uma irmã; presente de Deus é um autóctone Caldeu que não sabe o que fazer para nos agradecer por que estamos investindo na salvação do seu povo. É que ele se esqueceu que a milênios lá atras, Deus disse a um "conterrâneo" seu: "Sai da tua terra, da tua parentela e vai para um lugar que eu te mostrarei" e "Em ti serão benditas todas as famílias da terra". Porque Abraão obedeceu, o caminho da salvação foi sendo pavimento com "fé" . Esta salvação tem percorrido o mundo e agora volta para levar os Caldeus, lavados no Sangue de Jesus, para adorar Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo eternamente.

E, mais um presente que Deus tem me dado aqui, são meus companheiros de viagem. Deus nos transformou em uma família atendendo uma oração desde o Brasil, enquanto preparávamos a viagem. Não é fácil harmonizarmos instrumentos que devido as demandas pastorais, estão sempre tomando decisões, indo a frente, apontando caminhos e soluções. Pela graça de Deus nos descobrimos amigos. Superamos cada dificuldade surgida na viagem com oração, mutualidade, alegria e postura de servo. São eles: Pr Khalil Samara (Coordenador Oriente Médio); Pr Renato Reis (Coordenador da Ásia e Norte da África); Pr Purin Jr (IB Méier - RJ); Pr Abel Camargo (PIB de Valinhos - SP); Pr Domingos Jardim (PIB de Marília); Pr Marcos Miasato (Missionário da PIB de Marília no Japão); Pr João Marcos Barreto Soares (IB Perdizes - SP); Pr Vassilius (APEC Brasil - Oriente Médio)

Estes vários presentes que eu recebi de Deus no Iraque o dinheiro não compra e nem se encontram nas lojas. Eles são dádivas do Pai das Luzes. Nosso Soberano Deus!

O carinho, atenção e interesse das nações pelo Brasil é evidente. Nossa denominação é missionária. Missões está no nosso DNA.

A formação do nosso povo é o ajuntamento étnico de todas as partes do mundo. O Brasil é um micro-mundo, pensando em etnias. Temos que aproveitar estas "janelas" que se abrem como oportunidades para semear o evangelho que transforma trevas em luz, enquanto é dia, para que quando a noite chegar, a grande colheita já esteja concluída.

A Deus toda Honra e toda a Glória!

Pr Adilson Ferreira dos Santos - JMM

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O TIZÉ E O TIMÃO


Quando eu era criança, meu pai teve um bar na Rua Ônix, em Rocha Miranda, subúrbio carioca. Ele deu uma de cartola e criou um time de futebol, o Rio Ônix Futebol Clube. O time jogava aos domingos de manhã e eu, nos meus 10 anos, ia atrás. Várias vezes o time jogou onde ficam hoje as indústrias de Acari, na antiga Fazenda Botafogo. Ainda me lembro de passar na porta de uma casa e ver uma menina muito bonita, de cabelos cacheados. Vi uma foto de Meacir como menina, já casado com ela, e me impressionei com a semelhança. Seria ela a menina? Pergunto isto porque era pela sua rua que passávamos. Mas voltemos ao Rio Ônix.

Num jogo, meu pai forçou a escalação de meu tio Antonio José, que chamávamos de Tizé (aférese e apócope de tio José). Quando acabou, o Jarbas, craque do time, disse a meu pai: "Isaltino, não leva a mal, não. Teu cunhado é muito ruim. Ele bate na orelha da bola". Do Tizé ao Timão, o Corinthians. Um dia desses vi lances do jogo Vasco e Corinthians. Que horror! Como se dizia quando eu era criança: "Que perebada!". Menos pereba, o Vasco venceu. Mas foi triste. Como disse Jarbas: "Bateram na orelha da bola".

Segundo os doutos especialistas de futebol, o Timão tem alguns Tizés. Assim, coitado, caiu para a segunda divisão. Mas pela força que tem logo subirá.

Do Timão à sua torcida. Li no "Correio Popular", de Campinas, reportagem de Tote Nunes, que seguiu o Corinthians a Porto Alegre. Ele conta de gente que foi do interior do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná e outros lugares para torcer pelo clube. Narra as expressões de paixão. Lembrei da torcida cantando, no final do jogo, que não ia deixar de amar o time e o acompanharia aonde ele fosse. Certa vez, quando o Timão disputava um título, um sujeito vendeu a geladeira de casa para acompanhá-lo, pelo nordeste.

Aí pensei nos membros de nossas igrejas. Quantos críticos, quantos queixosos, quantos que dizem amar a Cristo, mas que não têm disposição de participar dos cultos! Que nunca contribuem com um centavo, e ainda usam a Bíblia para justificar a avareza! Que disseram, diante de Deus e da congregação, na profissão de fé, que seguiriam a Cristo, e não ligam a mínima para a igreja local, expressão visível da Igreja, Corpo de Cristo! Uma vez pedi a uma pessoa para se engajar na igreja e freqüentá-la assiduamente. Ouvi: "Meta-se com sua vida!". Gente que segue a Cristo de longe, esporadicamente, que não ama nenhuma igreja, que critica, fala mal, mas não se engaja nem aceita correção. Os times de futebol são mais amados que as igrejas. Pelos membros das igrejas.

A igreja tem muitos apedrejadores e críticos internos, e poucos amantes. Ah, se cada membro de igreja tivesse por ela o mesmo amor que têm por seus times de futebol! Não precisam vender a geladeira para ofertar para a igreja. Não é isto. Somos escrupulosos com ofertas. É se amassem a igreja como amam seu time. Se tivessem o mesmo ardor que mostram ao defender seu time de futebol na hora de expor sua fé a alguém. Ah, se tivéssemos membros de igreja chorando por ela como os corintianos choraram pelo time! E se fossem orar por ela! Ah, se cada pastor recebesse das ovelhas o mesmo apoio que a torcida do Corinthians deu aos seus jogadores, que pareciam mais com o Tizé que com Rivelino e Sócrates! Que injeção de ânimo! Que impacto seria!

Como pastor, deixo a desejar e sou um Tizé esforçado. Mas gostaria de ter ovelhas apaixonadas pelo evangelho e pela igreja como os torcedores do Timão. Mesmo com um pastor Tizé. Gostaria mesmo!

Isaltino Gomes Coelho Filho - IB Cambui - Campinas

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O PASTOR E A PALAVRA DE DEUS

"Pregue a palavra, esteja preparado a tempo e fora de tempo, repreenda, corrija, exorte com toda a paciência e doutrina" 2Tm 4.2 NVI.

Havendo ocorrido domingo passado o Dia da Bíblia, pareceu-me oportuno nesta meditação considerar com os colegas de Ministério Pastoral a relação do Pastor com a Palavra de Deus.Como sabemos, é praxe o candidato aprovado e ordenado ao ministério pastoral receber um exemplar das Sagradas Escrituras, com a assinatura de todos os membros do concílio de ordenação. Isso implica no compromisso que o novo obreiro assume de buscar ser aprovado por Deus, nada ter que se envergonhar e manejar bem a Palavra da verdade (2Tm 2.15).

Com efeito, se a Bíblia constitui, ou deve constituir, única regra de fé e conduta para todo crente, mais ainda para o Pastor que nela encontra a fonte de autoridade para seu ministério de pregação, ensino e exortação.

Paulo apresenta-se-nos como exemplo no exercício do ministério da palavra.

Ele afirma a divina inspiração das Escrituras e sua importância fundamental (2Tm 3.16,17).

Ele afirma também que em seu ministério não negocia ou mercadeja a Palavra (2Co 2.17), para agradar os gostos humanos. Isto é, não faz da Palavra comércio, nem a vende a varejo e aos pedaços, conforme o gosto ou desejo de seus ouvintes.

Ele afirma, ademais, que não torce, nem falsifica ou adultera a Palavra, forçando-a a dizer o que realmente não diz (2Co 4.2). Pelo contrário, ele interpreta as Escrituras à luz das Escrituras e da Pessoa e Ensinos de Jesus Cristo.

Ele declara aos coríntios, - e nós o confirmamos ao longo dos escritos dele - que "expõe a Palavra" (2Co 4.2), e também cuida de ensiná-la publicamente e pelas casas, como fez em Éfeso (At 20.20,27). Ele comunica a Palavra por meio da pregação, da exortação e do ensino, visando à maturidade de todo crente e sua capacitação para toda boa obra (Cl 1.28 cf. 2Tm 3.16,17).

Seu desejo, em relação a Timóteo, é que seja obreiro aprovado, a manejar corretamente a Palavra da verdade (2Tm 2.15).

Num tempo de tantas heresias e falsificações da Palavra de Deus, sejamos, à semelhança de Paulo, homens comprometidos com a Palavra de Deus e sua fiel exposição, e com o Deus da Palavra, aprovados e a cumprir o imperativo de 2Tm 4.1-5.

 

Pastor Irland Pereira de Azevedo