Notícias

Ago
07

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Jun
14

Dialogar: uma necessidade para este tempo

Por Alonso S. Gonçalves*

O tema da liberdade é parte do protestantismo. Liberdade para tolerar o outro e suas opções (Locke). A Reforma protagonizou um momento histórico e decisivo, onde o espírito servil deu lugar a um espírito livre. Na fragmentação em denominações e suas idiossincrasias o protestantismo perdeu a capacidade de dialogar enquanto que os pressupostos (pluralismo e secularismo) da modernidade têm solicitado uma abertura ao diálogo.

Nosso tempo sinaliza a crise das instituições religiosas tradicionais que passam por um processo de desinstitucionalização da religião, havendo uma fluidez nas dinâmicas espirituais, quebrando assim a hegemonia de uma vertente religiosa ou normativa e estabelecendo o pluralismo.

Como corolário da modernidade, a secularização favoreceu o pluralismo – necessário para se entender o atual momento das tradições religiosas num mundo que passou pelo desencantamento (Weber), especialmente o cristianismo. Aqui, a religião passa de protagonista à coadjuvante perdendo, portanto, seu papel de integradora e legitimadora da ordem social e política. O que era sólido, se derrete.

Mas, a secularização não significa ausência da religião na sociedade ou a sua retirada da vida, mas o antagonismo entre o sagrado e as instituições que detém o monopólio dos símbolos religiosos e os manuseavam de maneira tutelar. Agora há os “fornecedores de sentido para obter o favor de um público que se vê confrontado com a dificuldade de escolher entre uma infinidade de ofertas, a mais adequada” (Berger & Luckmann). Estamos diante da concorrência de bens simbólicos onde não há espaço para uma prática religiosa imposta de maneira obrigatória diante de sistemas similares ou a pretensão à um sistema totalizador, porque há outras “grandes” instituições que concorrem com elas. São as múltiplas experiências religiosas que fornecem condições para que o pluralismo seja dinâmico e perceptível.

A pluralidade causa crise de sentido, ao mesmo tempo em que oferece diversidade de sentido. Em decorrência disso, as experiências religiosas são híbridas, onde novas formas de se experimentar o sagrado ganham outras configurações.

A multiplicidade de oferta de bens religiosos, o pluralismo e a subjetividade são marcas indeléveis da contemporaneidade, campo fértil para discursos antagônicos e agressivos. É preciso compreender esta realidade para dar respostas que atendam aos verdadeiros e mais profundos anseios desta sociedade.

O desafio de Karl Barth, quando pastor em Safenwil, de ter uma Bíblia na mão e o jornal na outra para ler a conjuntura de seu tempo, continua.

*Pastor na IB Central em Pariquera-Açu

Jun
13

Dialogar: Teologia pra quê?

Cabe à Teologia oferecer resposta também

Por Edvaldo Fernandes Rosa

A Escola de Frankfurt (1924) intuiu que a religião nas mentes e nos países desenvolvidos acabaria em pouco tempo. Cinquenta anos depois, Habermas viu a necessidade de afirmar que enquanto a filosofia não pudesse dar conta de responder a certas questões, a religião e o religioso teriam lugar na sociedade.
O final do século 20 viu um reavivamento espiritual com a disseminação de práticas que remetiam à Idade Média. A conexão com a natureza, os exorcismos e a venda de penduricalhos não remetem a uma sociedade racionalizada cuja ideia de Deus é ultrapassada, e Ele estaria, portanto, morto.

A pós-modernidade e seu relativismo colocou todas as verdades no mesmo pé de igualdade. Isso é uma janela de oportunidades para a Teologia, na Academia e na sociedade, pois permite que ela, a Teologia, ofereça sua perspectiva e resposta às questões contemporâneas, tanto internas à própria religião - o seu gueto - quanto para a sociedade como um todo.

O debate acadêmico entre ateus e religiosos, com argumentos mais apurados e sutis faz com que o tema esteja posto, cabendo aos teólogos apresentar e oferecer seus argumentos e perspectiva sobre os rumos que a sociedade precisa tomar. Na comunidade local, na pessoa do pastor-teólogo desta e para esta comunidade; e na sociedade em geral, o pastor-teólogo que representa essa comunidade.

Nos noticiários diários economistas, políticos, psicólogos, sociólogos, filósofos e outros tentam dar sentido à realidade. Cabe à Teologia oferecer também resposta à corrupção, à violência, aos refugiados, à justiça social, à ética e a moral, às famílias, aos direitos humanos, ao enriquecimento e ao aquecimento global, pois fazemos parte deste mundo e desta sociedade com seus problemas.

Edvaldo Fernandes Rosa

Pastor da IB Itaberaba. É 2º vice-presidente da OPBB-SP

Ago
29

74O Aniversário da OPBB-SP

opbbsp 74 002

Jun
11

DIRETORIA OPBB SP 2016 - 2017

Presidente: Pr. Marco Antônio de Faria Azevedo
1º Vice-Presidente: Pr. Nelson de Andrade Pacheco
2º Vice-Presidente: Pr. Edvaldo Fernandes Rosa
3º Vice-Presidente: Pr. João Martins Ferreira
1º Secretário: Pr. Sergio Moreira dos Santos
2° Secretário: Pr. Adilson de Souza Brandão
3º Secretário: Pr. Anderson Lima BarrosDIRETORIA NA PIB DO BRAZ ANI 74